Dizem que, quem inventou a distância, não sabia o que era a saudade. Não sei, talvez a pessoa sabia, até demais, mas como nós somos, preferimos sentir saudades a encarar a distância e diminuí-la passo a passo. Porque um passo já é melhor do que nada, não é mesmo? Sinto saudade do que já foi, mas não voltaria a nenhum desses momentos, passaram para me trazerem aonde estou e só seguindo em frente poderei chegar aonde eu quero, ondei sei que consigo. Também sinto falta de gente, que um dia esteve -diretamente ou não- do meu lado. Pessoas que foram meu suporte, que foram minha garra um dia, a elas, deixo a eterna gratidão de uma menina que muda... Minha infância, como ainda a sinto aqui comigo, nunca deixarei de ser criança, isso é fato, mas a infância se foi. Sou criança na adolescência, no meu crescimento, na velhice. Sou criança, de verdade, que chora por besteiras, que fica emburrado com motivos tolos, que precisa de carinho e proteção, que sente falta de abraços apertados, que tem diário e ursinho de pelúcia, pantufas e tranças no cabelo. Sou criança que sente com todo o coração, que pensa com a emoção, sou criança que sente a verdade, que fala o que pensa, e que não sabe bem da saudade.
domingo, 9 de maio de 2010
Na terra do nunca...
'Pois ainda sou criança, e não conheço a verdade'
Postado por @x_katty às 08:20

